Publicações
Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão
Ficha de Assinatura 2012 (RPBG + EGG)
A Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão, é uma edição conjunta do INDEG/ISCTE e da Fundação Getulio Vargas desde 2002, com distribuição simultânea em Portugal e no Brasil, tem periodicidade trimestral e assegura uma abordagem científica e também de divulgação das diferentes áreas de Gestão.

Normas de Publicação RPBG
Sumário das Revistas Publicadas
- Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão 2002-2012
- Revista Portuguesa de Gestão 1992-2002
- Revista de Gestão 1985-1991
Editorial RPBG 1/12
Esta edição abre o ano do décimo aniversário da publicação da Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão alicerçada numa parceria entre instituições de ensino em língua portuguesa da doutrina e da prática do management adaptado às condições específicas dos dois lados do Atlântico.
O papel desta revista tem sido a publicação em português de investigação científica e contribuições relevantes em administração e gestão privada e públicas oriundas da academia e também de «práticos».
Nesta primeira edição de 2012 damos destaque a uma análise das motivações e da estratégia de internacionalização dos principais bancos brasileiros no atual contexto de globalização após a grande crise financeira de 2008. Os autores realizam uma avaliação do grau de internacionalização dos principais bancos e avaliam as estratégias de entrada nos países alvo dessa projeção externa da banca brasileira.
O Ensino Superior e o consumo são duas outras áreas abordadas nesta edição com contribuições originais. São aplicados modelos de avaliação do desempenho organizacional em instituições de ensino da mais importante região metropolitana do Brasil e é avaliada a prestação de contas à sociedade do ensino superior filantrópico brasileiro, através de um índice de disclosure.
Por outro lado, o comportamento dos consumidores que procuram uma vida menos consumista é estudado através da netnografia e publicam-se os resultados de uma análise das emoções em episódios de reclamação com base numa pesquisa junto de trezentos consumidores. Os consumidores à procura de uma «vida simples» são um novo segmento do mercado que merece atenção e a gestão das reclamações continua a ser um ponto fraco da administração de empresas.
Luís Reto
Diretor
Economia Global e Gestão (EGG)
Ficha de Assinatura 2012 RPBG + EGG
A EGG é uma revista científica na qual se procede à análise das tendências e desafios duma economia de mercado global em transição, por vezes numa perspetiva parcelar, regional ou nacional. As suas páginas recebem igualmente artigos teóricos ou aplicados nos vários domínios do management.
A EGG é uma publicação quadrimestral do INDEG/ISCTE, classificada como B1 pelo Qualis-CAPES e indexada na plataforma SciELO.

Editorial EGG 1/12
Uma panóplia de desafios
A globalização e diversos excessos, em particular os associados ao crédito, destaparam várias disfunções em grande parte do mundo dito desenvolvido, que a retórica, a propaganda e a euforia vinham ocultando.
Apesar da insistência inicial, por parte das autoridades dos países ou dos blocos mais atingidos, em fazerem crer que a crise era menos profunda e que depressa a aniquilariam ou acantonariam, eram muitos os sinais de que não seria assim. Na verdade, estávamos a entrar numa nova era, muito diferente daquela que começava a ficar para trás, e com ela apareceram novos desafios.
Assim, sem surpresa, apesar «do poder de fogo» das autoridades e do pronto resgate da banca autoflagelada, os esforços para restabelecer a «velha ordem» só podiam ter resultados limitados. Confirmou-se, mais uma vez, que as crises profundas são «monstros» de vários tentáculos, difíceis de domar.
Entretanto, com o decorrer do tempo, aumentou o número de países afetados. Com efeito, nem os pujantes BRIC ficaram a salvo, como revelam as recentes reduções das respetivas taxas de crescimento, mas também as tensões e contradições internas, cada vez mais indisfarçáveis e com presença crescente nos media internacionais.
O resultado final de tudo aquilo a que temos assistido produzirá mudanças significativas, com impactos diversos, fruto da materialização das alternativas que se colocam, como por exemplo aos seguintes níveis: i) da energia, com consequências nas alterações climáticas e na paisagem geopolítica; ii) da biotecnologia e da agroindústria, com efeitos ao nível da saúde e com reflexos nas respostas aos desafios populacionais; iii) da inovação, com frutos no desenvolvimento de produtos, serviços e organizações; iv) da governação, desafiando os formatos de democracia representativa; v) das cidades, com repercussões na coabitação e nas vidas individuais; vi) da ética (empresarial e política), com implicações na moralização e na confiança.
Paulo Bento
Director
director.gemr.ibs@iscte.pt